sábado, 6 de junho de 2015

AUTO-REFERÊNCIA: Campina Grande é tema em páginas de cordel de jovem campinense



Do Repórter Junino
Campina é grande não apenas no seu nome, mas também na riqueza de sua cultura. Prova disso é o cordel – gênero literário que se popularizou no Brasil na metade do século XIX – e seu nome vem da forma de como esses folhetos eram comercializados, geralmente pendurados em cordões.
Por aqui é cada vez mais raro encontrar a comercialização desses folhetos, que de longe parecem apenas um livrinho impresso em papel barato, mas de perto revelam a história de um povo, contado através de versos e rimas.
Campina Grande é berço de um dos maiores nomes da literatura de cordel, o cordelista Manoel Monteiro, que faleceu em 2014 e dedicou mais de 50 anos de sua vida para a produção de cordéis infantis. Possui mais de 150 publicações, além de algumas adaptações pelas principais editoras do país.
A poesia desse mestre continua servindo de inspiração para quem pretende manter viva essa tradição. É o caso do jovem poeta Rafael Melo que homenageou a rainha da Borborema com o cordel “Ó Campina Sesquicentenária”.
Em conversa com Melo, ele nos conta que sua grande inspiração foi o cordelista Manoel Monteiro por suas ricas obras. Rafael Melo ainda pretende levar seu trabalho para as escolas municipais de Campina, fazendo com que o mesmo sirva como material didático para alfabetização de crianças e adolescentes, com o propósito de resgatar essa tradição típica do nordeste brasileiro.
Kátia Monteiro, filha de Manoel Monteiro, avalia como positiva a iniciativa do poeta: “Esse era um dos desejos do meu pai, fazer com que o cordel chegasse às escolas, contribuindo para educação de crianças”, disse ela.
As obras do cordelista Manoel Monteiro são encontradas na internet e em acervo pessoal. Já as obras do jovem poeta Rafael Melo são encontradas com o mesmo ou em feiras e exposições do gênero.
Reportagem: Felipe Paiva · 
Edição: Klauber Canuto · 
Fotos: Eloyna Alves

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